terça-feira, 1 de maio de 2012

Em cartaz-2012


Luciáh Tavares em cena como a Rainha madastra do espetáculo 
"A Maçã"-( La Ragazza Mela) 

A agenda constante da Cia Z de Teatro segue, e embora o ritmo de trabalho não seja aquele enlouquecido dos anos 90 as apresentações não cessam 
com diversos espetáculos em cartaz os trabalhos e projetos atuais da Cia Z objetivam levar teatro a localidades distantes das salas de espetáculos e sem opções no que tange ao lazer cultural.



Nilo Corrêa como o criado Polentino do espetáculo teatral 
"A Maçã"-( La Ragazza Mela) 

A Maçã

O espetáculo "A Maçã" ( La Ragazza Mela) segue apresentando-se pelas escolas e comunidades da grande Florianópolis/SC.

"A Maçã" é uma adaptação de um conto popular italiano recolhido da literatura oral italiana por Italo Calvino e traduzido e adaptado para o teatro por Luciáh Tavares. 
Em 2011 realizou uma bateria de apresentações através do PROJETO RECICLANDO HISTÓRIAS, aprovado pelo lei de incentivo a cultura de Santa Catarina ( FUNCULTURAL). 
E agora objetiva chegar mais próximo ainda do público, indo a escolas como aconteceu em 
março no CEI Conhecimento e no CE Nova Geração ambos em Biguaçu/SC.
O espetáculo que narra a história de uma Rainha que desejava muito ter um filho e acabou dando a luz a uma maçã, tem um tom farsesco e tem o trabalho atorial apoiado em princípios da
commedia dell'art gênero teatral italiano que surgiu com os atores mambembes do século XV-XVI.
É  um conto de fadas mas com boas trapalhadas do criado Polentino, uma versão abrasileirada do Arlecchino da comédia dell'art.


"João Preguiça"espetáculo que fez sua pé- estréia
 no início do mês no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Biguaçu

João Preguiça

É o novo espetáculo da Cia Z de Teatro ainda em processo, a partir de um conto inglês, de um atrapalhado e preguiço personagem que em busca de trabalho sempre acaba dando um jeito de perder 
o que ganha com o seu trabalho. 
Deixando desesperada sua mãe. 
Mas ao que parece João é um personagem de sorte e o desfecho promete 
um grande acontecimento por conta de suas presepadas.
Numa linguagem intimista, segue  a linha de pesquisa que a Cia Z vem se propondo a trabalhar
do teatro de narrativas intercalados por cena dramatizadas. 
O espetáculo foi levado aos alunos da Escola Avelino Müller no Sindicato Rural de Biguaçu/SC no início do mês e voltará a cena ao longo do mê de maio.




"Cadê a história que estava aqui?"há mais de 10 anos em cartaz e com mais de 300 apresentações
em sua trajetória segue agradando adultos e crianças. 
Em cena Nilo Corrêa como o boi que bebeu a água...

Cadê a história que estava aqui?

Já é mais que um espetáculo para a Cia Z de Teatro é praticamente um membro vital
da companhia. 
O espetáculo desenvolvido a partir da parlenda 
"Cadê o toucinho que estava aqui?'
percorre por várias instâncias 
e em ações diversas com personagens citados na brincadeira popular 
como o gato, o boi , o padre, a galinha 
entre outros 
e agrada um público mais amplo que de 8 a 80.
Alcança crianças de 3 a pessoas com 97 anos...
talvez seja mais...mas o limite de nosso público tem sido este da primeira infância até o final da vida...



quinta-feira, 29 de março de 2012

Thetro Sete de Abril e Cia Z

Festival de Teatro, 1986, elenco do espetáculo "A Menina e o Vento" Grupo Art'Dance que deu origem ao Grupo Z que posteriormente transformou-se em Cia Z de Teatro.


Falar da importância do Theatro Sete de Abril em nossa história e na história daqueles que passaram pela Cia Z, às vezes nos parece até redundante, pois este teatro de 1832, localizado em Pelotas, no Rio Grande do Sul, foi por muitos anos mais do que um lugar onde fazíamos apresentações, ele foi a nossa casa, o nosso lar. Nossa angústia por saber que encontra-se fechado há mais de dois anos é mais do que gigantesca. E não trata-se apenas de uma relação onde a distância sabemos que a casa de infância está abandonada... é muito maior do que isto. É aniquilar o espaço do público, da população! E quando fala-se de teatro como espaço, a palavra público é muito mais ampla do que quando a usamos cotidianamente, pois o público do Teatro vai da população que o vivencia, como espectadora em seus espetáculos, aos artistas locais. Alcançando ainda companhias, bandas, músicos, artistas, produções que se propiciam dela provindas não só do município que a Casa de espetáculos está localizada, mas dos mais variadas localidades,
E serve de referencial àqueles que escolhem a arte teatral como caminho, seja a população que desfruta da cultura que ali se produz e reproduz.

Festival de Teatro, 1986, elenco do espetáculo "A Menina e o Vento" minutos antes da estréia, o início da Z.

Fernanda Avellar e Nilo Corrêa no espetáculo "A Menina e o Vento" , 1986.

E o espaço do teatro, como arte, sua circulação também sofre quando um teatro como o Sete de Abril fica fechado. Sem falar nas consequências para a população que pouco a pouco vai mudando o olhar em relação a casa de espetáculos para enxergá-la apenas como um prédio velho...mais um entre tantos... E assim o referencial de nossa cultura transforma-se em um cão de rua, que ainda que possua pedigree, está sarnento e causa asco. Vira apenas mais um prédio mofado e úmido. Mais um cachorro de rua pulguento e asqueroso. E com o tempo as pessoas acostumam-se a não mais sentir sua falta como espaço público e o quanto é essencial a cultura, mas a olhar para ele como algo que já não presta.

Espetáculo "Crônica de um Brasil com Z", co -produção entre o Grupo Z e o Grupo Casa de Brinquedos, Festival de Teatro, 1989.
Elenco do espetáculo "Os Saltimbancos", (março/1993) no palco do Teatro Sete de Abril, antes de uma das tantas apresentações que o espetáculo fez no teatro ao longo dos anos 90.
O elenco do espetáculo "O Sítio do Pica-pau Amarelo"na frente do Teatro em outubro de 1993, no dia da estréia.

Nós apresentávamos no Teatro Sete de Abril num tempo em que não se podia pisar muito forte para respeitar sua estrutura. E foi assim que aprendemos a respeitar o espaço de nosso ofício. Era tradicional ouvir antes de cada sessão uma vinheta em que dizia:

"Theatro Sete de Abril a casa de espetáculos mais antiga do país em constante funcionamento..."

Frase que hoje seria obsoleta ...pois antigo o teatro segue sendo, mas não mais funciona.
Passou a ser ser uma ruína. Um leproso a mais entre tantos outros prédios podres que esperam uma decisão das autoridades competentes.
E bem sabemos que falta vontade para reabrí -la pois por detrás da interdição há sempre interesses que vão muito além do que possa supor nossa vã filosofia. E o fato é que dois anos não são dois dias, bem sabemos o valor de dois anos sem tratamento na vida de uma pessoa doente, num câncer ...

E se o Theatro foi fechado porque haviam infiltrações qual o real diagnóstico do câncer que fez com que fosse 'internato na CTI'' ? ? ?

Espetáculo "Em busca da Terra de Noel", dezembro de 1994.

Nilo Corrêa na cabine de som e luz do Teatro, outubro de 1995.

Espetáculo "A Viagem de um Barquinho", outubro de 1995.

Isto causa angústia...Por que não se fala... ok, o teatro não pode ser usado, mas sua portas tem que ficar constantemente trancadas para o mofo se alastrar??? E para os equipamentos que lá dentro existem (ou existiam) deteriorarem-se ? ? ?

Por que as coisas não são transparentes, para que a população possa junto aos administradores públicos unir forças para reabrir o teatro...???

Pode parecer utopia, mas se não for no berro e com a união de todos os que amam o teatro ele vai ruir e será mais uma lenda, uma lembrança de um tempo de uma Atenas perdida no sul do Brasil.

Qual a medida paliativa para que ele não desabe e morra ???


Platéia da Escola Assis Brasil, para assistir ao espetáculo "Eu chovo, Tu choves, Ele chove..."em março de 1996.

Espetáculo "Eu chovo, Tu choves, Ele chove..."em março de 1996.

Atores da Cia Z de teatro com o público ao término do Espetáculo "Eu chovo, Tu choves, Ele chove..."em março de 1996.


O mais paradoxal que Pelotas, a cidade que desde sempre levou o título de Atenas do Sul , Princesa do Sul, cidade das artes, da cultura na festa de seu aniversário vai ter o Theatro de portas fechadas... e isto é no mínimo vergonhoso, entristecedor, mais ainda no ano de seus 200 anos. Não apenas pela sua história, como edifício teatral, mas por toda a diferença que ele fez, faz e poderá fazer na vida cultural do município. Por toda a diferença que um Theatro como o Sete de Abril trás para a vida da praça e da cultura da cidade. E sem falar que assim fechado nos tornamos todos um pouco obsoletos, analfabetos de uma Atenas latino Americana, de uma Tubiacanga do sul, de administradores inoperantes.

Queríamos deixar bem claro que se não fosse a nossa vivência junto ao Theatro Sete de Abril, entre os anos de 1986 a 2002, certamente nossa história seria diferente. Nossa formação passa por ali. Nossa aprendizado, nossa prática na profissão.
E é desta diferença que nós falamos a de ter o teatro de portas abertas
e a arte de Pelotas e sua história viva
com direito ao seu templo em pé.

Não queremos ver este pedaço do império helênico pelotense ruir.

Atrizes da Cia Z de teatro ao término do Espetáculo "Chapeuzinho Vermeho" em outubro de 1996.


Pelotas é uma rara cidade pois não possui uma Igreja na Praça Central...
e nós viajando por aí nunca nos deparamos com nenhum lugar assim...
o templo de nossa Praça é o theatro Sete de Abril,
e se nada for feito para reabri-lo de fato
tornar-se-á apenas um espaço sagrado
de nossas míseras lembranças .

Fica aqui nosso grito de

VIVA O TEATRO
e
o apelo

THEATRO SETE DE ABRIL DE PORTAS ABERTAS!



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Uma semana de muitas histórias

Após o espetáculo "A Maçã"- 7/12/2011
Centro Cultural Casarão Born- atores e público de alunos e professores
Após o espetáculo "A Maçã"- 8/12/2011
Centro Cultural Casarão Born- atores e público de alunos e professores


Aline sendo abordada pelo público da Escola Municipal Manoel Roldão das Neves, na comunidade de Três Riachos, Biguaçu/SC/Brasil, após espetáculo "A Maçã"(La Ragazza Mela), dia 9/12/2011


O projeto Reciclando Histórias seguiu esta semana suas apresentações, tendo realizado de segunda até sexta mais 9 (nove) apresentações.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

PROJETO RECICLANDO HISTÓRIAS



A Cia Z de Teatro
deu início esta semana ao
Projeto Reciclando Histórias




Cei Jardim Janaína- Espetáculo "A Maçã" ( La Ragazza Mela)- 30/11/2011


O PROJETO

Tal projeto tem como objetivo principal levar a escolas e comunidades urbanas e rurais, apresentações teatrais, fomentando junto ao público em geral, o gosto pelo teatro e histórias populares aliados a importância da preservação da natureza. As histórias tem algumas temáticas contextualizadas aos dias atuais, desta forma a questão da reciclagem também cabe num conto de fadas medieval...



APRESENTAÇÕES

Na semana que passou o espetáculo "A Maçã" (La Ragazza Mela), um conto italiano transcrito da literatura oral italiana por Italo Calvino e com tradução e dramaturgia de Luciáh Tavares foi apresentado dia 30 de novembro, no Bairro Jardim Janaína, junto ao Centro de Educação Infantil Jardim Janaína em duas sessões ( as 9h e as 14h30) para um público de cerca de 200 pessoas, entre alunos, funcionários, professores e pais.

No dia 01 de dezembro, foi a vez do espetáculo ser levado ao Bairro Fundos, na Escola Estadual Básica Professora Emérita Duarte de Souza, em duas vibrantes apresentações (as 10h e as 14h30') para um público de mais de 300 pessoas, a maioria delas alunos e professores das séries iniciais do ensino fundamental.

Na próxima semana o espetáculo cumpre extensa agenda de apresentações pelos bairros de Biguaçu...

Acompanhe...


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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

TEATRO nas ESCOLAS e nas EMPRESAS

Ao longo do mês de outubro a Cia Z de teatro esteve envolvida com uma série de atividades entre elas os Projetos “Teatro nas Empresas” e “O Teatro vai a Escola”.

O TEATRO VAI A ESCOLA

Na foto os atores da Cia Z de Teatro com alunos do Grêmio Estudantil da Escola Estadual Cônego Rodolfo Machado que promoveu a ida do espetáculo até escola, inclusive angariando a verba necessária para o cachê da companhia...


O PROJETO

Que a Cia Z de Teatro desenvolve projetos voltados ao fomento do teatro junto a escolas e instituições de ensino não é novidade. Projeto este que desenvolve desde a sua criação em 1986 e que tem sido a base do trabalho da companhia ao lado do projeto “A Escola vai ao teatro”

O espetáculo “A Maçã’( La Ragazza Mela) cumpriu durante o mês de outubro, uma série de apresentações junto a escolas periféricas de São José/ SC e Biguaçu/SC. O espetáculo que teve sua estréia no Rio de Janeiro/RJ em 2009 já passou por diversas fases de trabalho e pesquisa, tendo como linguagem cênica a commedia dell’arte italiana. Vale a pena conferir postagens antigas sobre o espetáculo no link abaixo e ler no Blog da atriz e dramaturga Luciáh Tavares todo o processo de criação, tradução e construção cênica.

http://deluciah.blogspot.com/2011/08/macala-ragazza-mela-relato-de-um.html

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TEATRO NAS EMPRESAS


Com o projeto “Teatro nas Empresas” levou a cena os espetáculos “Os Seguranças da Segurança do trabalho ‘y de otras cositas más’ ” ; “ Me dê motivos... ” e “ Higienicamente falando” .

Os espetáculos foram levados aos trabalhadores da Schindler Atlas elevadores e Cassol Pré- moldados.

Luciáh Tavares, Leonardo Jesus e Nilo Corrêa junto a funcionários e dirigentes da SIPAT da Cassol Pré moldados no dia 21 de outubro de 2011 após apresentação do espetáculo “Me dê motivos..

“Me dê motivos...”

Trata da motivação junto ao trabalho, da importância do trabalho de equipe para alcançar as metas e gerar trabalhadores mais satisfeitos em seu meio de trabalho. Tudo acontece numa equipe de uma empresa que precisa realizar uma palestra e atingir melhores resultados em suas metas através de sua equipe. Com aproximadamente 40 minutos de duração, o espetáculo procura em alguns momentos envolver o público para que este vivencie a importância do trabalho de equipe e da motivação.

O espetáculo já foi levado aos funcionários da OI e da Cassol pré moldados.

Dramaturgia de Luciáh Tavares.


“Os Seguranças da Segurança do trabalho ‘y de otras cositas más’ ”

Aborda a segurança no trabalho a importância de estar atento às regras de segurança do trabalho a ser executado para diminuir os acidentes no local de trabalho. Aborda ainda a importância da SIPA, e de forma divertida atenta e esclarece os trabalhadores a respeito dos acidentes de trabalho. Para descontrair é inserida também a importância do uso da camisinha. Numa linguagem que está entre o clow e a palestra show acontece o espetáculo que tem aproximadamente 40 minutos de duração. O espetáculo insere questões direcionadas à segurança do trabalho referentes ao trabalho de cada empresa. Foi apresentado para funcionários da Eletrosul e da Schindler-Atlas elevadores, através de eventos promovidos pelo SESI ( Serviço Social da indústria)

Argumento do texto criado por Luciáh Tavares.

“Higienicamente falando”

É um espetáculo que aborda a importância da higiene pessoal junto ao ambiente de trabalho. Aborda as questões que constrangem os companheiros de trabalho e formas de prevenção referente a higiene. Aborda a necessidade de cuidar da higiene para a auto estima e para ter melhor entrosamento com o outro. Cita com humor fatos atitudes que incomodam e quem vem sendo abordadas ao longo de décadas, como o uso de espaços como o banheiro, a descarga, o ato de lavar as mãos, o mau hálito, e a prevenção junto a hora da alimentação, entre outros temas que, higienicamente falando, são cruciais de serem tratados para uma convivência saudável. O espetáculo tem duração aproximada de 40 minutos.

Em outubro o espetáculo foi levado aos funcionários da Cassol Pré moldados.